Pesquisar no blogue

sexta-feira, 15 de julho de 2016

Caixa de ferramentas?...

Na nossa cozinha há meia dúzia de condimentos que têm de estar mesmo à mão: azeite, sal, vinagre, piri-piri... Tinha visto há algum tempo atrás, nalgum artigo de decoração campestre, a ideia de utilizar uma caixa de ferramentas antiga (em madeira) para acondicionar facilmente todos esses temperos.
Ora, como não encontrei nenhuma caixa dessas, decidi fazer uma! Encontrei um projeto semelhante algures na internet, mas ajustei as medidas ao que eu pretendia, e em quase 2 horas fiquei com uma caixa de ferramentas "antiga" nova, eheh!

quinta-feira, 7 de julho de 2016

Fuso de prensa transforma-se em...?

No rés do chão da nossa casa, como uma antiga casa de lavoura assim o exigia, existia um grande lagar em pedra com prensa de fuso. Mas claro que nem pensamos em desfazer-nos destas relíquias!... 

A prensa do lagar, ainda no interior da casa.
O lagar (com muito esforço) foi deslocado para o exterior da casa e passou a ser um refrescante tanque, que à sombra de um castanheiro, proporciona momentos serenos e tranquilos que um elemento de água é capaz. 



O fuso da prensa (em madeira). Se reparem, na base ele está preso a uma gigante pedra de granito, que servia de contra-peso quando a prensa era usada,

Quanto ao fuso da prensa, depois de muito pensarmos no assunto, e de muitas ideias terem sido postas de parte, fez-se luz! Literalmente!.. Porque este fuso transformou-se num candeeiro de pé para a nossa sala, eheh!


Começamos por o desmontar da base de pedra.

Fazer um tratamento com inseticida era essencial para evitar que a madeira fosse usada como alimento por diversas criaturas.
Para o fuso se segurar em pé, acrescentamos 4 pernas à base (uma verdadeira obra de engenharia!).

Depois adicionamos várias camadas de verniz para selar bem a madeira e protegê-la durante muito tempo.

Para criarmos um suporte para pendurar as lâmpadas, usamos um fecho "trinco" de um do antigos portões da casa.

E aqui está o resultado final!


O fio elétrico que usamos é do género dos fios dos ferros de engomar, revestido a tecido, neste caso uma espécie de sarapilheira, parecendo uma corda. 
Enrolamos o fio usando o percurso da rosca desenhada na própria madeira e ligamos 2 lâmpadas. 


Quanto às lâmpadas, sou fã destas de estilo vintage, de filamentos, que são tão bonitas por si só que não precisam de abajour ou qualquer tipo de acessório.


Este material foi comprado numa lojinha no cruzamento da Rua do Almada com a Rua Ramalho Ortigão, no Porto, que tem material elétrico muito original, e um atendimento 5 estrelas, recomendo!



quinta-feira, 9 de junho de 2016

Outra porta transformada em...?


Seria um crime deitar fora um velho portão gigante de madeira com mais de uma centena de anos... Apesar de já não servir como porta de entrada para a casa, por estar muito danificado, aqui para a equipa Donna Lisa, isso significa MATÉRIA PRIMA para novos projetos! :)
Tenho de admitir que este foi um dos projetos mais ambiciosos e trabalhosos onde nos metemos até agora cá em casa... Demorou meses a ser concretizado, acabou por ficar mais caro do que prevíamos mas o resultado ficou fantástico e no qual temos muito orgulho! 

Nota1: Uma das metades deste portão serviu para fazer o cabide do hall de entrada, como já mostrei noutro post. Para este projeto usamos a outra metade.

Bem, mas já chega de preâmbulo, vamos à ação! :)

Começamos por tirar a chapa que revestia a parte inferior da porta, o que por si só deu muito que suar, porque os "antigos" sabiam mesmo o que faziam! 


Depois tivemos de uniformizar a superfície da porta, de forma a que todas as tábuas ficassem ao mesmo nível. Isso implicou despregar as tábuas, nivelá-las e pregá-las outra vez.


Lixar, lixar, lixar! Muito!!


Pulverizar com inseticida.


Colocamos reforços na parte de trás da porta.


Avançamos para o tratamento da superfície, começando por colocar resina epoxy nas fissuras entre as tábuas e nos orifícios maiores da madeira.


Depois avançamos para o revestimento da superífie toda também com epoxy.


Deixamos secar bem ao longo de vários dias.


Lixamos ligeiramente a camada de epoxy para não ficar com um acabamento tão brilhante.


E finalmente aplicamos verniz acetinado.


Agora que a parte do tratamento da madeira estava pronta, apenas faltava acrescentar... umas pernas!


E aqui está o resultado final: uma fantástica mesa de jantar! :)


Modéstia à parte, mas esta mesa ficou magnífica! :)


É sempre motivo de conversa quando recebemos alguém novo em casa porque é um móvel que se destaca pela sua envergadura, beleza e originalidade.


E assim conseguimos manter mais um elemento que já fazia parte desta casa há mais de um século, com outra utilidade.


Notas de "desabafo": 

Este projeto demorou vários meses devido à nossa disponibilidade. Acaba por ser apenas ao fim de semana que podemos dedicar-nos a este tipo de trabalhos mais morosos, porque durante a semana é para nós impossível. Isso implica ter apenas 2 dias por semana para conseguir avançar um passo na alteração da mesa. Por exemplo, quando aplicamos inseticida num domingo e temos de esperar 24h, só voltaremos a pegar no projeto daí a uma semana...

Outra grande dificuldade foi comprar o Epoxy... Para começar foi uma aventura encontrar empresas que vendessem esta resina, e ainda testamos outra em alterativa, mas ficou uma bodega. Quando finalmente encontramos quem vendesse epoxy, não tinham em stock. Depois quando já havia, era de um tom azulado (e nós queriamos transparente!). Finalmemte encontramos o epoxy pretendido mas a quantidade recomendada para esta mesa implicava gastar uma pequena fortuna pelo que compramos apenas o essencial e tentamos não desperdiçar nem uma gotinha!

As pernas da mesa foram compradas na loja online da empresa inglesa Wicked Hairpins, especializada neste tipo de pernas e que tem produtos fantásticos; os portes de envio é que custaram mais do que o normal porque a encomenda era bastante pesada (aço reforçado por causa do peso da mesa).




sexta-feira, 3 de junho de 2016

Terminal 4450

O Terminal 4450 é um dos restaurantes onde estive ultimamente que mais gostei de conhecer. Para mim, além da qualidade da comida, a decoração é algo que marca muito a minha opinião sobre um restaurante, daí este Terminal ter ficado no meu Top 10! :)

Localizado em pleno Porto de Leixões, quando se entra neste espaço, temos a ilusão que vamos embarcar numa qualquer viagem oscilante em navio, até porque à porta do terminal encontramos uma série de malas de antigos passageiros e um grande relógio a marcar o tempo.

Prontos para a viagem?...




Na entrada da zona de bar, encontramos um banco de carpinteiro como móvel de apoio (onde é que eu já vi isto?...)


E quando nos deslocamos para a nossa mesa reservada, damos de caras com esta magnífica paisagem do fim do dia, e é curioso ficarmos instalados entre rebocadores de grandes navios.




As entradas são muito originais, desde pipocas com sabor a linguiça, as azeitonas e queijo feta, assim como o mix de pãezinhos que vem dentro de um saco de papel e são uma delícia (tem um pão doce que é de comer e chorar por mais!).



Para escolher o prato principal e depois as sobremesas, recebemos o passaporte onde, em vez de destinos visitados, podemos ler a ementa e selecionar entre os petiscos e as belas carnes.



Curiosidade: apesar do restaurante ficar em pleno ambiente marítimo e de pesca, não há peixe na carta! Carnes de muito boa qualidade e bem grelhadas na brasa são as especialidades deste sítio.
 

Os acompanhamentos, assim como as entradas, são também muito originais e escolhidos por nós. Aqui escolhemos o arroz de estrugido, as batatas fritas, feijão preto e anéis de cebola.


Para sobremesa uma deliciosa tarte de maçã e uma original bola de berlim que surpreende pela mistura de sabores.



Por fim, a "maldita" conta, presa por um canivete à tábua de madeira (para não fugir!).


Esta parede é incrível... Imagino que antigamente se pudesse consultar neste quadro os destinos e horários dos navios, mas agora não deixa de ser também interessante, pois nela podemos ler com toda a grandiosidade a carta do Terminal.


Terminal 4450
Av. Dr. Antunes Guimarães
Leça da Palmeira
Tlm: 919 851 933



sexta-feira, 13 de maio de 2016

Um cabide

Um cabide para o hall de entrada: novo objetivo!

Um espaço de entrada de uma casa exige sempre um sítio para pendurar os casacos que tiramos quando chegamos da rua, assim como a carteira ou outros sacos. Para fazer companhia ao ex-banco (da matança) do porco, quisemos fazer um cabide muito simples para não só pendurar os casacos como também para pousar os chapéus.

Para isso, usamos uma metade de um dos mega-portões de madeira antigos da casa, retirando 2 tábuas de madeira da parte superficial da porta, para o cabide ficar bem rústico.


terça-feira, 26 de abril de 2016

Banco de carpinteiro transforma-se em...

Na minha procura constante de móveis em segunda mão, há uns tempos atrás andei à procura de um banco de carpinteiro com o qual pretendia fazer um móvel de lavatório. Foi então que encontrei esta pechincha de uma mesa de maquetes de arquitetura:


Depois de termos comprado este banco por apenas 15€ (!!!!), pensamos em ficar com ele para utilizar nos trabalhos manuais em vez de "estragá-lo" para colocar um lavatório. Depois mudamos de ideia outra vez, e outra vez, e finalmente achamos que seria útil e original como credência/aparador.
Mas como o banco de carpinteiro era quase novo, com o aspeto de pinho natural revestido a verniz, e queriamos que tivesse um ar envelhecido, tivemos de maltratá-lo:
- lixar, lixar e lixar,
- bater-lhe com cadeados, marcar com parafusos, etc,
- chamuscar um pouco com o maçarico,
- tingir com corante para madeira (tom escuro, tipo wengué),
- terminar com verniz incolor acetinado,
- trocar os puxadores das gavetas.

E depois deste trabalho todo, aqui está ele:



Feitas as contas, o aparador acabou por ficar um pouco mais caro do que 15€, por causa do material adicional que tivemos de comprar para o transformar (lixas, corantes, verniz, puxadores...), mas mesmo assim ficou super económico, e sem dúvida que valeu a pena. 
Além de ser um original aparador, como não o "estragamos", temos sempre a hipótese de o voltar a usar para aquilo que ele foi construído. :)




quinta-feira, 14 de abril de 2016

Já foi uma porta mas agora é uma...

Reaproveitar materiais antigos para novas utilizações.
É um grande mote nos meus trabalhos manuais, e mesmo na decoração. Nas obras de casa, conseguimos salvar uma porta antiga que ainda estava em relativamente bom estado (se excluirmos os bichinhos que nela viviam) e com umas cores fantásticas, fruto de uma pintura muito antiga sujeita à chuva e sol durante anos e anos.


A ideia que surgiu foi reutilizar a porta para fazer uma cabeceira de cama, conservando assim uma memória da casa antiga, obtendo um objeto único.

Para isso tivemos de pulverizar a porta com inseticida para libertá-la da população que nela vivia, cortá-la à medida da cama e envernizá-la. Depois foi só acrescentar uns pés para pousar no chão e ficar à altura do sommier.








terça-feira, 5 de abril de 2016

Frascos e mais frascos

Sendo dada aos trabalhos manuais (não sei se já deu para reparar! LOL), tenho um hábito que algumas pessoas que "sofrem do mesmo mal" conseguem relacionar-se: colecionar tralha! Ou seja, coisas que à partida poderiam ser consideradas um desperdício ou um resíduo, para mim são potenciais matérias primas para trabalhos criativos ou para reutilização. 

Os frascos de vidro são um exemplo disso.

Quando tenho de comprar produtos em conserva, como leguminosas por exemplo, escolho as embalagens de vidro em vez das de lata, já a pensar em reutilizar o resíduo (o frasco!). 
Devido a esta minha adição, tenho juntado um coleção bastante volumosa de frascos de vidro que reutilizo principalmente para armazenar produtos alimentares (por ex: farinhas, compotas, açúcar, sementes, etc) e outros materiais (ex: material de escritório como clips, acessórios de cabelo como travessões, etc.). 

Mas muitas vezes os frascos têm tampas com imagens, palavras, ou até prazos de validade impressos... 

Para lhes dar um aspeto mais elegante e uniforme, faço algo super simples: pintos as tampas dos frascos com tinta em spray (neste caso, preto mate) e depois posso identificar o seu conteúdo escrevendo nessa base.

As tampas originais, com imagens dos conteúdos dos frascos ou com a marca do produto.
As tampas prontas a serem pintadas.
As tampas acabadas de pintar.

E aqui estão as tampas com o seu novo look, onde já posso escrever o que se encontra dentro de cada frasco.

 Super simples! :)